Essas construções ocupam ruelas bem
estreitinhas, calçamento de pedra, e por onde está situado o comércio local,
muitos cafés, restaurantes, mercados, lojinhas, (muitas lojinhas), com um forte apelo visual do artesanato
sueco, principalmente os cavalinhos de todas as cores, e as bonequinhas
vestidas com seus lindos trajes típicos. Também vemos uma sequência
interminável de chapéus vikings.
Tudo por aqui é muito caro, como já falei em
outras postagens, a Escandinávia é um
dos locais mais caros do mundo. A gente anda, várias vezes por essa rua,
curtindo esse clima de plena festa, até
pararmos um pouco em seu ponto central, que é a praça Stortorget, considerada o
coração de Gamla Stan, onde está o museu Nobel – Nobelmuseet.
Este museu conta
a história de Alfred Nobel, e a própria trajetória do premio tão famoso. Ele
era químico e inventou a dinamite, porém ficou muito abalado com a utilização
das suas invenções para fins bélicos, e
assim, legou seu patrimônio a uma fundação encarregada de premiar aqueles que
se destacassem por sua contribuição para o bem da humanidade. Era sozinho, sem
filhos, e decidiu criar essa fundação com o seu nome, que promovesse o bem da
Humanidade – a Fundação Nobel. Os vencedores ganham uma medalha Nobel em ouro e
um diploma Nobel .
| tapeçarias do Palácio |
| Interior do Palácio |
| Painel em ouro - |
Vimos cenas de confrontos entre
manifestantes, apesar da forte proteção policial. Pelo menos estavam lá ao nosso lado entre 10
a 14 mil participantes, segundo o noticiado nos jornais. Percebemos, também,
que a manifestação era organizada dentro de uma área fechada. Então, para a
nossa proteção, e depois de um bom tempo, até digerirmos o que era aquilo, caminhamos
para a avenida principal, pois avistamos que lá, não havia sinal de confusão.
Parecia mesmo que a rua do lado onde a manifestação acontecia, estava
totalmente alheia àquele evento, exceto por alguns jovens vestidos de preto e mascarados,
correndo de policiais, entre a população apressada.
Foi uma experiência inédita na
minha vida, nem no Brasil eu vivi isto. Perguntei a um policial a que horas
tudo aquilo terminaria. Ele disse às sete da noite, e assim foi. Só voltamos
para o hotel depois das sete. Quando lá chegamos, exaustos, encontrei em nosso apartamento,
um aviso. Provavelmente estava lá desde a véspera. O aviso relatava tudo o que aconteceria, com data e hora
marcadas, só que nós não percebemos...a cidade avisou largamente à população sobre o evento, mas nós não atentamos
para tal. Esse acontecimento foi
documentado até nos jornais televisivos do Brasil.

Nenhum comentário:
Postar um comentário