quinta-feira, 29 de março de 2012

Djon- A vida francesa no coração da Borgonha

Na França, por onde quer que se ande, são notáveis os sinais da imbatível tríade: vinho, gastronomia e esplendor arquitetônico. Não podia ser diferente na região da Borgonha – o coração da França.
 O céu está tão azul, que só vemos os riscos brancos que os aviões fazem, como se fossem trilhas traçadas no ar.
Dijon só foi incorporada à França, na segunda metade do século XV, depois da morte de Carlos, o Terrível. Antes disso, o país enfrentava a Inglaterra na Guerra dos Cem Anos e o ducado imperou numa região dividida entre França, Alemanha, Holanda e Bélgica. Seu apogeu foi vivido nos séculos XIV e XV, com significativa produção cultural.

O ponto alto da cidade é o Palais des Ducs, uma antiga fortaleza que passou por várias reconstruções e por isso mistura diferentes estilos arquitetônicos. O prédio foi construído para abrigar o parlamento no século XVII e hoje mantém o Musée de Beaux-Arts e a administração municipal.
Nos seus arredores, vários restaurantes e bares, com suas mesas externas, para as pessoas aproveitarem o bom tempo que está fazendo. Do lado de fora dos restaurantes, vemos cavaletes informando os pratos principais, que sempre envolvem presuntos, carpaccio, trutas, escargots, e ainda a famosa mostarda de Djon, que por sinal, não gostei. Bom mesmo, é a beleza desta cidade.

A Notre Dame de Djon, é uma igreja em estilo gótico do século XIII com os tradicionais gárgulas da época, em sua fachada, é belíssima, assim como a Igreja de St. Michel que, mistura os estilos gótico e renascentista. O Hotel Aubriot com suas coloridas telhas vitrificadas, também encanta nossos olhos.

É muito bom caminhar pelas ruazinhas estreitas com casas antigas e charmosas que deixam o madeirame à vista. Pertinho dali fica o mercado da cidade que vende produtos típicos da região. É um ponto alto desta cidade,  pois parece que estamos voltando aos tempos medievais.
As principais atrações turísticas da cidade são sinalizadas pela Trilha das Corujas. São 22 pontos marcados no chão com o desenho de uma pequena coruja. No centro de informações turísticas são distribuídos folhetos com a rota da coruja, que leva em torno de uma hora para ser percorrida a pé. A gente anda até  encontrar o local onde a coruja está incrustada em uma parede. É pequenininha, e toda gente que anda por aquela redondeza pára ali, e faz carinho  na corujinha, pois diz, mais esta lenda, que, quem faz carinho nela, volta outras vezes à Djon.
Andamos muito pela cidade, e reparamos que são muito poucos os empregados e garçons  dos restaurantes. Aqui, na França eles custam muito caro, por isso, o comércio não dispõe de empregados,  tumultuando o atendimento.  A sugestão do guia foi almoçar em um  bouchon, (aquele restaurante que tem um tipo de comida muito gordurosa e pesada), então não deu para acompanhar. Escolhemos um  outro restaurante . Não chegamos ao ponto de sentarmos no chão da praça para comer um sanduiche, hábito muito
comum por  aqui, escolhemos em um acolhedor  restaurante,o “plat de jour”.

Temos  tempo em Djon até as cinco horas. Comprei alguns presentes  na Galeria Lafaiete, famosa loja de departamentos, que existe em diversas cidades desse país. Comprei cremes de beleza, que por aqui são bem mais baratos do que no Brasil. Tomamos sorvete, caminhando pelas ruas simpáticas de Djon, e retornamos para Beuane.

Atravessamos uma paisagem belíssima!!! Através dos vinhedos  de terras famosíssimas de França. Vimos os castelos que, hoje, são os locais que os famosos e ricos  franceses se reúnem para  comemorações. A gente olha para o horizonte, e nossos olhos se perdem na grande extensão de terras, com tonalidades variadas de verde, produzindo desenhos nas plantações. O preço dos vinhos produzidos aqui é extremamente caro!!

Retornamos para o nosso hotel. Na televisão, soubemos que  o espaço aéreo está liberado. Eu já sabia, nem estava preocupada.  Amanhã vamos para Epernay. Banho de banheira, quentinho, com sais relaxantes , um bom descanso, e muita  novidade  pela frente...

sábado, 24 de março de 2012

Hospices de Beaune - Um rico hospital para os pobres doentes

                                                                                       Vamos rumo a Borgonha, que é a região mais rica da França, seja na história, cultura, gastronomia e economia. Passamos por importantes áreas vinícolas: Beaujolais, Mâconnais e Côte Chalonaise. Nosso destino é Beuane, mais uma cidade  encantadora desse país. Por aqui, é muito difícil fazer alguma restrição alimentar. Em uma viagem como essa, onde a gastronomia faz parte do roteiro, como resistir a doces, queijos, e pães?... deliciosos croissants, biscoitos, bolos, vinhos, etc,etc...

Vamos ter degustação de vinho. Não vai ser possível encarar, apesar de gostarmos , eu e Léo não passamos bem quando ingerimos vinho, porém vai ser muito interessante visitarmos uma verdadeira cave francesa.
A paisagem não poderia ser mais incrível:  maravilhosos vinhedos, ladeados por arbustos de  flores  amarelas,  as giestas, que  desfilam  perante os nossos olhos, enquanto vamos rodando por essas estradas de França. O dia, hoje, está particularmente perfeito. Esta parte do mundo é muito concorrida no turismo. Pessoas oriundas de todo o mundo vem aqui, para desfrutarem dessas belezas: comida, vinho, perfume, cidades encantadoras e charmosas. Já dizia Nitche,” um artista não tem lugar no mundo, exceto em Paris.” E eu, entendendo o espírito que este pensamento tem, prolongo a idéia dizendo que não só em Paris, mas em toda a França. Aquela música de gaita, que lembra Paris, está sempre fazendo o meu fundo musical... com certeza tudo isto não é novidade para mim...já vivi isto outras vezes. Está um calor incomum hoje, o dia lindo, azul, sol dourado, brisa leve inspirando bons pensamentos. Aqui, não penso em nada da minha vida real, ela ficou lá no Brasil. Viagem é essencial, é terapia pura, é combustível para  vida.

Cotê de Beaune se estende por cerca de 25km e inclui uns 20 vilarejos. Começa ao norte da cidade de Beaune, onde as uvas predominantes são as Pinot Noirs. Os vinhos brancos surgem ao sul de Beaune, em Mersault e Puligny-Montrachet. Aqui os vilarejos mais conhecidos são: Ladoix-Serrigny; Pernand-Vergelesses e Aloxe-Corton.

A cidade medieval de Beaune é o centro do comércio dos vinhos da Borgonha.
 A cidade fortificada atrai turistas o ano todo  mas fica lotada no terceiro final de semana de novembro quando ocorre o festival do vinho.
Logo que chegamos, visitamos o  Hospices de Beaune, que  é uma instituição famosíssima, de caridade, fundada em 1443, quando Nicolas Rolin, chanceler do ducado da Borgonha, usou sua fortuna para fundar um hospital e um asilo para indigentes.  O hospital virou museu, exibindo os ambientes exatamente como eram quando funcionavam, tratando dos pacientes. Externamente, o prédio é lindo. Parece um palácio. O teto é formado por telhas  coloridas, muito lindas , que parecem, até, cristais.

Nas enfermarias, vemos várias camas, com dosséis, que eram ocupadas por dois pacientes.
Estátuas de cera de freiras, enfermeiras, doentes, estão posicionadas por todos os lugares, para dar a impressão do dinamismo que era naquela época. Além disso, o” hospice”  ainda tem uma bela exposição de instrumentos médicos, uma cozinha incrível, uma antiga farmácia, tipo botica, uma capela.

No local, existe uma câmara, onde está guardada  uma preciosidade do artista flamengo Roger Van der Weyden, uma pintura do Juizo Final,  a pintura é  composta de partes, chamada de “retablos”: aberto vemos todas as partes, fechado vemos algums que os artista intencionalmente queria exibir. 
O local é escuro, para melhor conservar o material. É uma pintura bem grande, que ocupa toda uma parede. Só de olhar, já se tem um idéia de tal riqueza. Com a ajuda de um equipamento, uma lupa gigante,  o visitante tem a possibilidade de melhor ver os detalhes da pintura. Muito legal. A visita foi em espanhol.
Após o almoço,  conhecemos uma cave, com direito a degustação. Ouvimos o guia  local dissertar sobre os   sentidos do vinho, que são: a visão: no ritual de degustação, admirar a cor da bebida é o primeiro passo. Prosseguido, o olfato:  sentir todos os aromas do vinho é uma etapa que sempre antecede a degustação propriamente dita. O tato, funciona quando o vinho vai ao copo na temperatura certa, que varia de acordo com o tipo da bebida. O paladar reconhece combinações ajustadas entre vinhos e uma seleção imperdível de petiscos: queijos, doces, frutas secas, salames, salmão, patês, caviar, presuntos,  etc,etc. Nós não tomamos o vinho, (que crime!) e estreitamos laços de amizade com os amigos do grupo ao doarmos nossa parte na degustação.
Aproveitamos a tarde gostosa para caminharmos pelo belíssimo centro histórico da cidade, cheio de sinuosas ruas estreitas, com pitorescas casas e construções de pedra. Lindinho!! Comprei dois pares de sapatilhas,  pois meus pés não agüentam mais o calor e estão inchados, dificultando minha locomoção.Isto acontece sempre, devido as nossas longas caminhadas, dia após dia.
Ainda deu tempo para conhecermos o Carrefour, que fica em um mini shopping. A parte de queijos é um espetáculo. Prateleiras super bem sortidas com lanches, sanduíches, bolos, sucos, queijos, tortas de todos os tipos, morangos deliciosos...tudo bem em conta.  Apesar da dificuldade da língua, conseguimos nos expressar para comprarmos e pagarmos. O Léo está sentindo-se em casa...

Na televisão, o jornal local anunciou sobre o vulcão que já fechou o aeroporto de Londres. Estamos pertinho de Londres. Fiquei apreensiva...mas resolvi entregar para Deus, pois vulcão não se controla. Nosso apartamento é excelente. Para encerrar o dia, e  relaxar à noite, tomei um longo banho de banheira, um comprimido para dormir, e acabei de ler o livro que trouxe. Adormeci com as lembranças felizes do dia.   Amanhã, vamos para Djon.






domingo, 11 de março de 2012

Lyon, a Petit Paris

Estamos em  Lyon, uma bela cidade, às margens  do Rio Ródano. Lyon é a segunda maior cidade da França em área urbana e é o segundo maior município. A cidade abriga o maior patrimônio renascentista, depois de Veneza e Florença. É conhecida como a “Petit Paris". Parte da cidade foi nomeada, pela  UNESCO, um lugar de Patromônio Mundial desde 1998.



Lyon é notória na área da  gastronomia,  não só na França, mas possivelmente até no planeta inteiro. Lar do vencedor do prêmio Estrela Michelin, Paul Bocuse, (seu menu custa de 130 a 240 euros por pessoa),  de renome internacional no império gastronômico.

Lyon é também o berço do Bouchon (restaurante que serve comida típica de Lyon), culinária ao estilo dos moradores, sendo muito gordurosa  composta de  entranhas como tripas, cérebro de bezerro e pés de porco. Por mais que eu queira experimentar novos sabores por este mundo a fora, foi  impossível comer tal prato. Preferimos  massa, que se assemelha em toda a parte do mundo, e sabemos  seus  ingredientes. Quem provou o tal bouchon gostou muito. Bom proveito!!!!
Nosso hotel é o Boscolo  Grand Hotel, que fica super bem localizado, no centro da cidade, perto  da grandiosa Place Bellecour, com a estátua eqüestre de Louis XIV. É o miolo da Lyon chique, onde os imóveis são grandiosos e  elegantes.

Conhecemos a charmosa Vieux Lyon; a Catedral  medieval de St. Jean, com o seu relógio astronômico, a Basílica de Notre Dame de Fourvière; a esplendida Place de La Comedie; a rua de La Republique e a Place Du Terreaux, com a moderníssima Ópera de Lyon.
A igreja de St. Jean, tem estilo romanesco absolutamente fascinante. O portal com inscrições dos signos do zodíaco e um relógio astronômico com figuras móveis que marcam as horas.  A arquitetura lionesa se distribui pelos prédios, com típicas escadarias externas e passagens entre as ruas por dentro dos edifícios. Essa igreja tem o interior  mais magnífico que eu já vi. Não há um lugar,  onde o pincel de artistas não tenha passado. Todo o teto, paredes, colunas, o interior por completo,  é magnificamente ornamentado. Quando entramos em sua nave, a beleza nos deixa com a respiração suspensa. Não encontro uma palavra que consiga descrever tamanho esplendor.

 Conhecemos os famosos traboules, becos usados pelos artesões da seda e, mais tarde, pelos soldados da Resistência durante Segunda Guerra. Na verdade, são portas em plenos becos, que se abrem para uma escuridão, isto é, para caminhos muito escuros, longos, sinuosos, que a princípio, não sabemos se tem saída, ou onde vão dar acesso. Essas passagens desembocam do outro lado, em outra rua...ficamos perdidíssimos!

Quando a gente pensa ter chegado  a  um, digamos, esconderijo, encontramos um pequeno edifício, como se fosse um prédio de apartamentos, onde até hoje, serve de residência para pessoas. Sinistro e estranhíssimo... porém, interessantíssimo e envolvente.
Também na cidade antiga há um anfiteatro romano. Depois de Roma, Lungdunum (nome que originou Lyon), era a cidade romana aonde o poder imperial era mais presente.

A religião participava de todos os momentos da vida pública e privada. A religião predomintante era o politeísmo antigo, onde diversos tipos de divindade eram adoradas sem grandes conflitos

 Quando o museu foi construído, descobriu-se,  na colina de Fouvriére a existência de dois teatros que datam de 15 a.c. O maior abrigava até 10.000 pessoas e o menor 3.000. Lá tinham espetáculos de música, dança, mímica, comédias, declamações, etc. Em Lungdunum também existia um hipódromo (também conhecido como circo) para competições de corrida de cavalo. Era um dos únicos hipódromos da época romana.

Em plena cidade, alguns prédios tem na pintura externa, a representação de  personalidades desenhadas, magnificamente, provocando a impressão que os personagens estão vivos, em suas atividades diárias.




Mais que isso, pensamos que eles estão do lado de fora da varanda, de pé,  ou debruçados sobre o parapeito da varanda, ou seja, a pintura possui dimensões de profundidade. É  feita de tal forma que nós pensamos se tratar de pessoas de verdade.

Caminhamos até a Basilique Notre-Dame de Fourvière, que é omarco da cidade com suas torres gêmeas no topo.

Visitamos o museu de Bellas Artes que fica em uma praça linda, a La Comedie. Lá também fica a  Opéra National de Lyon que  é um prédio do século 18, com o teto de vidro projetado por Jean Nouvel, iluminado à noite com fachos violetas. Ela é  uma das mais belas construções da região.

O museu de Belas Artes dispõe de um jardim, que é considerado um milagre de calma e harmonia.

Ao adentrarmos os muros do museu, entendemos que a construção trata-se de uma antiga abadia  protegida por muros seculares.    .

A visita a este museu significou muito para mim. Como disse, era uma abadia, e através dos séculos foi-se tornando cada vez mais dinâmico, abrigando coleções de pinturas e esculturas dos mais famosos  e renomados artistas do planeta. Tive a felicidade de ver pessoalmente, os magníficos trabalhos de Renoir, Manet, Monet, Degas, Berjon, Morisot, Coubet, entre muitos outros, e as esculturas de Auguste Rodin, que me emocionaram muitíssimo, como O Pensador, e O Ombro. Incrível!!Destaque para o lago circular localizado no centro do jardim, onde encontra-se um sarcófago e uma pequena estátua de Apolo.

Também conhecemos o  Institut Lumière que está instalado na casa em que os irmãos Lumière, os inventores do cinema, cresceram.

O museu está situado na praça La Comedie, assim como a prefeitura da cidade. Aqui  na França, as prefeituras são chamadas de Hotel, então, Hotel de Lyon é prefeitura de Lyon. Hotel de Ville é prefeitura de Paris, lá na praça Vendome.

Caminhamos muito pela cidade. Hoje é domingo, o comércio está fechado, tem pouca gente nas ruas...um clima gostoso da primavera européia.

 Ainda fomos fotografar a praça Bellecour, que é bem pertinho do hotel. Ela é imensa, e dispõe de belíssimas construções. O sol já estava se pondo na linha do horizonte da Bellecour, quando, a contra gosto, encerramos nossas atividades do dia. O melhor de Lyon foi estar perto das famosas obras do museu das Belas Artes. Magnífico!!

Amanhã vamos para Beaune.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Avignon – O Papado Francês

Entre tantas  cidades encantadoras da França,  hoje 21 de maio de 2011,  vamos em direção a Avignon, centro do mundo cristão no século XIV, onde viveram nove papas.
No chamado “Vaticano Francês”, visitamos o mais importante monumento do sul da França: o Palais des Papes, o maior palácio gótico da Europa, uma combinação de palácio,  igreja e fortaleza, que mostra a violência da vida religiosa da época. Assim que chegamos à cidade, avistamos logo a famosa  ponte de Avignon, semi destruída, porém intacta em sua majestade.

Quando se ouve falar em papado, pensa-se no Vaticano, na Itália, porém, no século 14, o papa Clemente V se cansou da insegurança que sentia em Roma com relação a problemas políticos, e resolveu mudar-se para a França, mais exatamente para Avignon. Entre 1309 e 1377, muito dinheiro foi trazido para esta cidade, para a construção e decoração do palácio papal, o famoso “ Palais des Papes”.

Avignon também  ficou  conhecida por uma canção para crianças: “Sur le pont d’Avignon, l’on y danse, l’on y danse”. O nome da ponte é  Pont St-Bénézet e  ligava Avignon à Villeneuve-lèz-Avignon. Hoje, ela não é  apenas uma ruína, pois está lá, conservando sua  imponência. Foi construída entre 1177 e 1185. Infelizmente, foi vítima de muitos desastres. Esta é a ponte da famosa canção.
Embora o Pallais des Papes  seja imenso, nós visitamos, aproximadamente, uns vinte cômodos, onde pudemos imaginar, através da narrativa da guia, cenas de acontecimentos históricos, em particular do próprio papa, seus  aposentos privados, e os afrescos pintados pelo artista italiano Matteo Giovannetti.

A extensão dos cômodos é enorme. Vazios.  Tudo é pedra. Destaque para a cozinha, com lareira e chaminé altíssima, onde era preparada a comida dos papas. A guia Cristine, francesa que já morou  no Brasil, nos disse que um banquete para 800 pessoas era gasto uma quantidade inacreditável de carne, mais de 2000 aves, 1000 bois. O que sobrava era dado para os pobres.

Na verdade, Avignon é uma cidadezinha bem pequena. Saindo dos arredores do palácio, passeamos por uma cidade simpática, alegre, jovem, com  muitos estudantes papeando descontraidamente, pela praça.

 
 As super bem conservadas muralhas têm 4 km de extensão. O palácio é em estilo gótico que mais parece uma fortaleza, com 10 torres, que naquela época,  protegiam o Palácio Papal de ataques.

Não existem construções antigas ao redor do palácio, ou seja, na praça onde ele se localiza só vemos prédios novos. O guia nos relatou que o  sobrinho do Papa Bento XIII conseguiu ficar no Palácio por 17 meses depois da fuga do seu tio, e para tentar evitar que a riqueza fosse saqueada, ordenou que todas as casas que ficavam em frente ao Palais des Papes fossem destruídas.



Não adiantou muito, tudo o que havia de valioso ali foi roubado durante a Revolução Francesa, o que resta são as pinturas de Matteo Giovanetti nas paredes. Resultou disso, a solidão do imenso palácio na praça.



Voltando à ponte, depois do Palácio, ela  é a principal atração da cidade. Durante tantos séculos de existência encantou todos aqueles que pousaram seus olhos sobre ela. Inicialmente  tinha 22 arcos, mas acabou sendo danificada por diversas enchentes.


 Hoje restam apenas 4 arcos, ou seja, a ponte não leva a lugar algum,pois está interrompida. Ainda assim, são cobrados 5€ para subir nela. Nesse caso, vale a pena pois a paisagem tão bucólica onde está iserida, remete-nos a cenas de guerra, poder, romance, ou tão somente o cotidiano de uma cidade de interior.
A ponte de Avignon   é    l i n d a   ! !