O
museu dos barcos vikings está situado na Ilha de Bygdoy, em Oslo, na
Noruega,e pertence a Universidade de Oslo.
Passear pela Escandinávia é sinônimo de
conviver com a cultura viking, muito rica em lendas e aventuras. Os vikings
eram originários dos povos que hoje vivem na Dinamarca, Noruega e Suécia, que partiram para conquistar territórios da Europa
do leste, e oriente, Inglaterra, norte da Alemanha, França e alguns chegaram até a América do Norte
Através
de estudos, já ficou comprovado, que Cristovam Colombo não foi o primeiro homem
europeu a chegar à América do Norte, mas sim Leif Erikson, um viking, 500 anos
antes de Colombo. Esse fato pode nos dar a dimensão de como este povo tinha habilidades
na arte da sobrevivência, principalmente em construir barcos poderosos que
ofereciam segurança para a travessia dos
oceanos.
Os
vikings eram temidos pela violência de seus ataques. Eles conquistaram as
regiões que hoje conhecemos como as cidades de Paris, Londres, Jerusalém, Constantinopla e Lisboa.
Metade do mundo então conhecido, temia os vikings, pois eles invadiam, pilhavam, aprisionavam homens
e mulheres livres, para serem seus
escravos, e isso inclui o império
Bizantino, Rússia e norte da África.
As embarcações vikings eram importantíssimas nesse contexto, pois elas eram de alta qualidade, construídas com madeira de carvalho, e sua técnica era primorosa, o que contribuiu imensamente, para tornar os vikings quase invencíveis. Elas eram simples, com aproximadamente 30 metros de comprimento e 5 de largura.
Então,
quando chegamos ao museu Vikingskiphuset ( esse é o nome original ) fomos
tomados de grande emoção, pois seu cenário nos remete a uma realidade bastante
impactante. São três embarcações, sendo a mais importante a Oseberg, construída
no século IX, medindo 19 metros de comprimento, e que podia contar com 30
remadores. Ela está situado bem em frente a entrada principal do museu. Graças
às condições geológicas do terreno em que o barco estava enterrado, o mesmo foi
preservado, assim como os pertences, que em seu interior foram encontrados. Na época viking era costume
reis e rainhas serem enterrados em navios, e no caso do Oseberg, foi constatado o sepultamento de uma rainha,
com muitos pertences.
Realmente, impressiona saber que estas embarcações
ficaram no fundo do mar por mais de mil anos, e que hoje, estão tão preservadas,
expostas para o público em geral, especialmente o interessado em história, contribuindo tanto
para o nosso conhecimento.
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