domingo, 12 de abril de 2015

O navio Oseberg - o túmulo de uma Rainha



O museu dos barcos  vikings  está situado na Ilha de Bygdoy, em Oslo, na Noruega,e  pertence a Universidade de Oslo.
Passear pela Escandinávia é sinônimo de conviver com a cultura viking, muito rica em lendas e aventuras. Os vikings eram originários dos povos que hoje vivem na Dinamarca, Noruega e Suécia,  que partiram para conquistar  territórios  da Europa  do leste, e oriente, Inglaterra, norte da Alemanha, França  e alguns chegaram até a América do Norte


Através de estudos, já ficou comprovado, que Cristovam Colombo não foi o primeiro homem europeu a chegar à América do Norte, mas sim Leif Erikson, um viking, 500 anos antes de Colombo. Esse fato pode nos dar a dimensão de como este povo tinha habilidades na arte da sobrevivência, principalmente em construir barcos poderosos que ofereciam segurança para  a travessia dos oceanos.

Os vikings eram temidos pela violência de seus ataques. Eles conquistaram as regiões que hoje conhecemos como as  cidades de  Paris, Londres, Jerusalém, Constantinopla e Lisboa. Metade do mundo então conhecido, temia os vikings, pois eles  invadiam, pilhavam, aprisionavam homens e  mulheres livres, para serem seus escravos, e isso inclui o  império Bizantino, Rússia e norte da África.


As embarcações vikings eram importantíssimas nesse contexto, pois  elas eram de alta qualidade, construídas com madeira de carvalho, e sua técnica era primorosa, o que contribuiu imensamente, para tornar os vikings quase invencíveis. Elas eram simples, com aproximadamente 30 metros de comprimento e 5 de largura.


 Então, quando chegamos ao museu Vikingskiphuset ( esse é o nome original ) fomos tomados de grande emoção, pois seu cenário  nos remete a uma realidade bastante impactante. São três embarcações, sendo a mais importante a Oseberg, construída no século IX, medindo 19 metros de comprimento, e que podia contar com 30 remadores. Ela está situado bem em frente a entrada principal do museu. Graças às condições geológicas do terreno em que o barco estava enterrado, o mesmo foi preservado,  assim como os pertences,  que em seu interior  foram encontrados. Na época viking era costume reis e rainhas serem enterrados em navios, e no caso do Oseberg,  foi constatado o sepultamento de uma rainha, com muitos pertences.


Os outros dois barcos são o Gokstad, à direita do Oseberg, e o Tune à sua esquerda. Também, existem pequenas varandas, ao longo do espaço do museu, que os visitantes podem subir  para terem a visão do interior das embarcações. O museu expõe, ainda, artefatos e  apetrechos que foram encontrados com as embarcações.




Realmente, impressiona saber que estas embarcações ficaram no fundo do mar por mais de mil anos, e que hoje, estão tão preservadas, expostas para o público em geral, especialmente o  interessado em história, contribuindo tanto para o nosso conhecimento. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário