Saímos de Dinard, às 8:30 h em direção a Saumur. O céu está lindo, azul!
A estrada é ótima. A vegetação é verdejante, emprestando contornos muito lindos e charmosos à paisagem.
Quando chegamos a Saumur, fizemos um boa caminhada para conhecermos, de imediato, o castelo, pois a cidade foi fortaleza no século X. Cidade pequena, simpática, agradável, fica no Vale do Loire, tem 66 km2 e 30.000 habitantes.
Logo chegamos ao topo de um pequeno rochedo , onde fica o castelo, que majestoso, domina a cidade e o Loire. Em 1480, após a morte do Rei René, último duque d´Anjou, Saumur retorna ao reino da França. Foi sucessivamente residência dos governadores da cidade, prisão e depósito de armas e de munições. Desde 1912 abriga o museu municipal.
O castelo foi classificado em 2000, como "Patrimônio mundial da humanidade, tem mil anos e de longe, parece um castelo de contos de fadas, mas infelizmente, não é visitável.
A cidade de Saumur fica a mais ou menos 200 km de Paris, na Região Centro da França e vai até perto do Oceano Atlântico. É chamado de o Jardim da França ou Touraine.
De leste a oeste, o Centro, a Touraine, o Anjou, o Saumurois e o País de Nantes são as grandes regiões de apelação de origem controlada (AOC), que é o selo que os vinhos recebem quando são considerados de ótima qualidade.
A região do Vale do loire foi escolhido por reis e rainhas e membros da aristocracia francesa desde a Idade Média, por isso são tantos os castelos por aqui protagonistas deste cenário magnífico é o vale do Loire, onde buscaremos castelos, que se situam ao longo do rio, que, aliás, muito me impressionou.
Percorremos grande distância, sempre margeando o rio. Vimos vários trechos em que ele estava seco, ou quase. Mesmo assim, é belo. Algumas embarcações, lembrando nossas jangadas, (pois possuem uma vela, que muito se aproxima às do nosso nordeste), navegam, ou simplesmente, ficam ancoradas em alguns pontos. É muito linda, chama-se gabarres, e são típicas do rio Loire. Esse rio é muito charmoso. É aqui nesta região que buscaremos castelos, que se situam ao longo do rio, que, aliás, muito me impressionou.
As casas trogloditas são muito comuns nessa região. São casas construídas em antigas cavernas oriundas das escavações de tuffeau, uma pedra usada para construir todos os castelos e mansões das redondezas. Nunca vira uma casa troglodita, nem imaginara que são valorizadas.
Os escavadores recebiam essas cavernas como “pagamento” pelo trabalho de extração, corte e transporte das pedras. São buracos nas rochas, com janelinhas e flores. Ficamos pouco tempo em Saumur, apenas para o almoço, mesmo.
O rio Loire é lindo. Não sei se é porque, com a seca, ele está com bancos de areias em seu leito expostos, ou se é por causa das nuvens brancas e céu azul, ou se é por causa dos pescadores que estão embarcados, calmamente, com redes nas mãos, talvez, esperando um peixe incauto aparecer. Não sei não, mas essa paisagem me transportou para um tempo muito agradável. Partimos, e vou me distanciando dessa paisagem, muito linda, flores amarelas e roxas pelas estradas, são giestas e lavandas...
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