“Não foi difícil descobrir os motivos da alegria dinamarquesa. A Dinamarca
– como toda a Escandinávia, da Noruega à Suécia, da Finlândia à Islândia – tem
um sistema único de capitalismo em que o bem estar das pessoas é uma prioridade
absoluta e enraizada. Os escandinavos construíram um consenso pelo qual os
impostos altos são considerados o preço justo para que você tenha uma sociedade
harmoniosa. Num mundo em que os ricos e as corporações inventaram um sem
número de fórmulas legais de não pagar taxas, nos países escandinavos a
declaração de renda das autoridades está, por lei, exposta na internet. Na
Inglaterra, sacudida recentemente por escândalos de evasão de impostos, o
exemplo escandinavo de transparência está sendo considerado. Um levantamento
mostrou que a maior parte dos ingleses gostaria que até a rainha expusesse na
internet o quanto tem e o quanto paga de imposto.”
Comecei esta postagem com um comentário do jornalista Paulo
Nogueira que traduz exatamente o cenário da Dinamarca que conheci. Encantei-me com tudo que vivi nestes poucos
dias, em que tive a oportunidade de conhecer este país, que, sim, existe um
estado de bem estar social neste mesmo planeta em que vivo, e convivo com tanta
exclusão e desmandos. Se a Dinamarca é o país mais feliz do mundo, essa
felicidade custa muito caro. Copenhague é a cidade com
maior qualidade de vida do planeta, pois a cidade é votada em vários rankings
como a melhor para se viver. A cidade é boa, mas cresce pouco porque se torna
acessível somente para um grupo seleto de pessoas. É a 15ª cidade mais cara do
mundo para morar. É uma das economias mais livres do mundo e tem uma das
políticas de imigração mais restritivas do mundo ao mesmo tempo. Isso significa
que sua economia permite uma enorme geração de riqueza para aqueles que moram
no país, mas sua política migratória impede que pessoas de fora possam entrar e
participar desse próspero ambiente econômico. Para manter o status
quo e sua “hegemonia cultural”, a Dinamarca estabelece para os pobres imigrantes a
obrigatoriedade de falar dinamarquês e não podem se tornar cidadãos, se não depositarem
cerca de 50 mil reais em uma conta bancária estatal para cobrir as despesas do
Estado de Bem Estar.
Nessa ótica o pais se conduz muito bem, e o turismo é muito valorizado. Hoje conhecemos a
famosa fonte da Deusa Gefion , que
impressiona pela sua imponência , e trata-se de um grupo de touros conduzidos
pelo deus Gefyon. A concepção e criação é do artista Anders Bundgard, que
realizou a escultura dos animais e da figura entre os anos de 1897 e 1899,
tendo sido terminada em 1908.
A famosa estátua da Pequena Sereia é o maior símbolo da
Dinamarca. É feita em bronze, e tornou-se o ponto turístico mais famoso do país
desde 1931. Mais de um milhão de pessoas visitam esta meiga figura todos os
dias. Seu tamanho é bem pequeno, 1,25 metros de altura e 175 quilos. Mas apesar
de não ser nenhum Cristo Redentor, ela surpreende os turistas que visitam o
parque de Langelinie pela primeira vez.
A pequena sereia descansa em uma pedra no porto de Copenhague e é
difícil conseguir chegar pertinho dela, para uma foto. Soubemos que já foi
roubada, pichada, etc, etc, (fiquei decepcionada com esses ataques de terceiro
mundo!!). É tão famosa que Walt Disney adaptou a história de Hans Christian
Andersen, que conta o amor de uma linda sereia por um príncipe humano. O conto do autor foi traduzido em 150
idiomas.
Também, visitamos o Palácio de Amalienborg, que é a residência oficial da família real.
Quando eles estão no castelo, é realizada a troca da guarda. Os guardas saem do
Rosemborg, chegando à praça do Amalienborg ao meio-dia. Como em toda troca de
guarda, muitos turistas vão antes do horário para acompanhar o evento.
Conhecemos o lindo Castelo de Kronborg, cruzando pitorescas
estradas margeadas por parques e belas residências.
O Castelo de Kronborg está situado em Helsingor, uma pacata cidadezinha, no nordeste da Ilha
da Selândia, na Dinamarca. É uma cidadezinha muito pequena, mas o seu passado
não a condena, pois sua localização estratégica favoreceu a cobrança de tarifas de todos os barcos que
passavam pelo Estreito de Oresund, para chegar ao Mar Báltico. É o local de
maior proximidade geográfica entre Dinamarca e Suécia.
Cercado por um
imenso fosso, O castelo é um ícone nórdico, e , além de castelo renascentista, é uma fortaleza
militar. A sua história é longa e
emocionante. Em 1938 passou a ser aberto para visitação pública. Desde 2000, o
castelo está inscrito pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade. Entre
suas principais atrações destacam-se o salão de festas principal, a capela e a
estátua de "Holger o dinamarquês". Diz a lenda, que quando o reino
for ameaçado por um inimigo estrangeiro, a figura de pedra se tornará real e o
guerreiro se levantará para defender a pátria. O artista responsável pela obra
foi Hans Pedersen-Dan.
A cidade de Helsingor tornou-se mais notória quando
William Shakespeare ambientou o drama sobre o atormentado príncipe Hamlet, no
Castelo de Konborg, no século XVII.A cidade, então, passou a ser incluída nos
roteiros turísticos pela Dinamarca. Atualmente, ainda são feitas encenações da
tragédia à luz de tochas, no pátio central do castelo.

Ainda mais
belo é o Palácio de Frederiksborg, verdadeira pérola do Renascmiento, hoje sede
do Museu Nacional de História. Suas salas são maravilhosas, com tapeçarias,
porcelanas, quadros e móveis antigos, além de uma valiosa pinacoteca.
Esse castelo renascentista foi construído
por Christian IV no começo do século 17, para mostrar
sua posição como um poderoso monarca do norte europeu. Evidências
disto podem ser vistas na abundância de elementos decorativos e simbólicos,
como estátuas e relevos, a impressionante Fonte de Netuno e a galeria de
mármore na Ala do Rei.
Bem, aqui termina
nossa estadia neste país, e ao que tudo
indica, parece não existir nada de podre no reino da Dinamarca, hoje em dia. A
Dinamarca foi considerada como o país
mais feliz do mundo, entre 156; e isso,
eu mesma pude constatar, através da prosperidade econômica. Isso se deve ao altíssimo índice de
expectativa de vida, assistência social, liberdade para fazer escolhas na vida
e percepções de corrupção e generosidade. A Dinamarca ganha, de longe, da
Noruega, Suíça, Holanda e Suécia. Deve ser muito bom ser um cidadão dinamarquês.
E as bicicletas... ah ... chega a ser hipnotizante ver a procissão
delas, serpenteando na cidade. Também vi
milhares de magrelas em Amsterdam, porém, elas
dão um ar único a Copenhague. Vi homens, mulheres, crianças e velhos pedalando
por toda ela, e isso faz dela uma das cidades mais interessantes do mundo. As
bicicletas são bonitas, simples e inventivas. Muitas tem um cesto na frente que
permite que as pessoas coloquem seus
pertences, e até crianças e adultos pegam uma caroninha nesse compartimento, e há, efetivamente, uma
via só para elas. Achei o máximo os dinamarqueses,
juntamente com os noruegueses e suecos
baterem o recorde mundial em confiança, e terem uma forte crença na
liberdade individual, de que sempre é possível
mudar as coisas na vida pessoal. Adorei a Dinamarca, um dia vou
voltar...