Grieg
nasceu na Noruega na passagem do século 19/20 . É considerado um dos mais
célebres compositores do período romântico, reconhecido em todo o mundo. Foi
contemporâneo de muitos outros famosos, dos quais, humildemente, eu destaco
Litz. Confesso que não o conhecia, porém quando ouvi a música “o amanhecer”,
logo reconheci, pois ela é muito famosa e popular, na verdade é a suite número
1 da peça teatral Peer Gynt.
Ele era
casado com Nina, e foi ela que preparou o acervo deste museu. A casa é linda,
aconchegante, ao mesmo tempo sofisticada. Era a sua casa de campo, cheia de
detalhes da vida do casal, que nos permite compreender a arte deste compositor.
O museu é conhecido por Troldhaugen, fica próximo a Bergen mesmo. O prédio de exposições, com sua
arquitetura contemporânea e convidativa, abriga uma mostra permanente sobre
Edvard Grieg. Ao lado do museu fica “Troldsalen”, um excelente salão para
música de câmara, que é palco de cerca de 300 concertos e recitais por ano.
Durante o Festival Internacional de Bergen, há apresentações todos os dias. No amplo terreno de sua propriedade,
Grieg preservou a paisagem e as matas originais.
Foi muito interessante visitar o museu, antiga residência de Edward Grieg, e a sala de apresentações de
concertos, que fica no mesmo ambiente. Porém, o que impressiona mesmo, é o
espaço onde elas estão instaladas. Pleno romantismo, beleza natural, paz
bucólica, um verdadeiro encantamento. O
caminho, semelhante a uma estreita estrada de terra, margeada com exuberante vegetação,
nos permite ver bem de perto as casas
com os telhados cobertos de grama, muito comuns na Escandinávia, por conta do
frio intenso. Além de fundamentalmente úteis, elas também são decorativas.
Aquela
manhã estava fria, tinha chovido na noite anterior, porém, neste momento, o céu
começou a abrir em um azul limpo, que nos deu ânimo para caminhar por aqueles
lindos jardins naturais.Tivemos a inesquecível oportunidade
de assistir a um concerto das músicas desse compositor, naquele salão incrível.
O palco é instalado de forma que os espectadores podem ver a magnífica paisagem
do local, atrás da concertista, de modo que a paisagem interage com o palco e
com o artista, e com o próprio público. A pianista
executa
a peça, e o som invade o ambiente que já é premiado com a visão de uma imagem bucólica lindíssima, águas
de fiorde, montanhas, céu azul, solo
verdejante, sol, nuvens brancas. Estou adorando a Noruega !
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