Nossa
chegada a Oslo se deu de forma estranhamente delicada. Não vimos a pior parte
da cidade, como é comum, quando se chega a uma cidade grande, como construções
velhas, ou fabricas desativadas, etc, pelo contrário, ainda estávamos nos
deleitando com um cenário verdejantemente bucólico, com casinhas coloridas e rios margeando a estrada, quando de repente, aparece a cidade. Simples assim.

Emocionante também, foi visitar o
Centro Nobel da Paz que funciona em um prédio de uma antiga estação de trem
vitoriana, no coração de Oslo, com uma exibição de alta tecnologia da vida,
trabalho e filosofia dos premiados com o Nobel. Interessante, que aqui, é
conferido apenas o premio nobel da Paz, pois os outros prêmios , são conferidos
na Suécia, logo ali, sua vizinha. Os prêmios Nobel são atribuídos àqueles que
durante o ano anterior tenham prestado um valioso contributo à humanidade nos
setores da Física, da Química, da Fisiologia e Medicina, da Literatura, da Paz
e da Economia.
A peça é um drama em que Ibsen questiona as convenções sociais do
casamento, retratando a hipocrisia e convencionalismos da sociedade do final do século XIX.
Outras
atrações também nos encantaram: a catedral de Oslo foi construída em 1697. O
Parlamento tem uma fachada de tijolos amarelos inconfundível. É chamado de
Stortinget. Também admiramos a arquitetura barroca do Teatro Nacional. Oslo é a
cidade mais cara do mundo. Aqui, tudo custa 50% a mais do que em outras cidades
europeias, principalmente comida. As pessoas ganham bem, a vida é muito
cara, mas ninguém reclama, pois os impostos são usados para o bem da população.
Não esperava
encontrar os descendentes dos vikings, ao dobrar as equinas da cidade, porém, observando bem a população, observei rapazes e moças loiríssimos, altos, com aparência saudável. O cenário humano impressiona pela simpatia,
educação e alegria, talvez por estarmos no verão... O garçom que nos atendeu em
um dos restaurantes na orla do cais, o tal super charmoso, era um perfeito
representante nórdico: alto, loiro, olhos azuis, e ainda usava um lenço
vermelho “a La pirata” na cabeça. Talvez,
um representante longínquo dos vikings. Mas foi a sua simpatia que impressionou. Ao perceber que falávamos uma língua
estranha a ele, aproximou-se para saber a nossa nacionalidade. Ele pensou que éramos
espanhóis. Ao lhe dizer que somos brasileiros, o rapaz ficou super interessado,
com vários questionamentos, quis saber
como foi o movimento brasileiro contra a realização da Copa do mundo no Brasil,
pois vira na mídia as manifestações populares acontecidas em nosso país. Sabia
sobre as eleições, sobre nossas políticas públicas e o choque das desigualdades sociais. Imaginem tudo isso,
inesperadamente, vindo de um rapaz que
depois se disse sueco e não norueguês, ( o que importa?) interessado nas
questões sociais do Brasil. Conversamos, é claro, em inglês, pois norueguês,
nem pensar, e ele ficou bem empolgado ... disse que seu sonho é ir para o Brasil, mais precisamente, para o Rio de Janeiro. A comida deixou a desejar, mas o papo
foi nota 10!
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