domingo, 23 de novembro de 2014

Dinamarca, o país mais feliz do mundo...mas a felicidade custa caro.


“Não foi difícil descobrir os motivos da alegria dinamarquesa. A Dinamarca – como toda a Escandinávia, da Noruega à Suécia, da Finlândia à Islândia – tem um sistema único de capitalismo em que o bem estar das pessoas é uma prioridade absoluta e enraizada. Os escandinavos construíram um consenso pelo qual os impostos altos são considerados o preço justo para que você tenha uma sociedade harmoniosa. Num mundo em que os ricos e as corporações  inventaram um sem número de fórmulas legais de não pagar taxas, nos países escandinavos a declaração de renda das autoridades está, por lei, exposta na internet. Na Inglaterra, sacudida recentemente por escândalos de evasão de impostos, o exemplo escandinavo de transparência está sendo considerado. Um levantamento mostrou que a maior parte dos ingleses gostaria que até a rainha expusesse na internet o quanto tem e o quanto paga de imposto.”

Comecei esta postagem com um comentário do jornalista Paulo Nogueira que traduz exatamente o cenário da Dinamarca que conheci.  Encantei-me com tudo que vivi nestes poucos dias, em que tive a oportunidade de conhecer este país, que, sim, existe um estado de bem estar social neste mesmo planeta em que vivo, e convivo com tanta exclusão e desmandos. Se a Dinamarca é o país mais feliz do mundo, essa felicidade custa muito caro. Copenhague é a cidade com maior qualidade de vida do planeta, pois a cidade é votada em vários rankings como a melhor para se viver. A cidade é boa, mas cresce pouco porque se torna acessível somente para um grupo seleto de pessoas. É a 15ª cidade mais cara do mundo para morar. É uma das economias mais livres do mundo e tem uma das políticas de imigração mais restritivas do mundo ao mesmo tempo. Isso significa que sua economia permite uma enorme geração de riqueza para aqueles que moram no país, mas sua política migratória impede que pessoas de fora possam entrar e participar desse próspero ambiente econômico. Para manter o status quo e sua “hegemonia cultural”, a Dinamarca estabelece para os pobres  imigrantes  a obrigatoriedade de falar dinamarquês e não podem se tornar cidadãos, se não depositarem cerca de 50 mil reais em uma conta bancária estatal para cobrir as despesas do Estado de Bem Estar.

Nessa ótica o pais se conduz muito bem, e o turismo  é muito valorizado. Hoje conhecemos a famosa fonte da Deusa Gefion , que impressiona pela sua imponência , e trata-se de um grupo de touros conduzidos pelo  deus Gefyon. A concepção  e criação é do artista Anders Bundgard, que realizou a escultura dos animais e da figura entre os anos de 1897 e 1899, tendo sido terminada em 1908.


A famosa estátua da Pequena Sereia é o maior símbolo da Dinamarca. É feita em bronze, e tornou-se o ponto turístico mais famoso do país desde 1931. Mais de um milhão de pessoas visitam esta meiga figura todos os dias. Seu tamanho é bem pequeno, 1,25 metros de altura e 175 quilos. Mas apesar de não ser nenhum Cristo Redentor, ela surpreende os turistas que visitam o parque de Langelinie pela primeira vez.  A pequena sereia descansa em uma pedra no porto de Copenhague e é difícil conseguir chegar pertinho dela, para uma foto. Soubemos que já foi roubada, pichada, etc, etc, (fiquei decepcionada com esses ataques de terceiro mundo!!). É tão famosa que Walt Disney adaptou a história de Hans Christian Andersen, que conta o amor de uma linda sereia por um príncipe  humano. O conto do autor foi traduzido em 150 idiomas.


Também, visitamos o Palácio de Amalienborg, que é a residência  oficial da família real. Quando eles estão no castelo, é realizada a troca da guarda. Os guardas saem do Rosemborg, chegando à praça do Amalienborg ao meio-dia. Como em toda troca de guarda, muitos turistas vão antes do horário para acompanhar o evento.

Conhecemos o lindo Castelo de Kronborg, cruzando pitorescas estradas margeadas por parques e belas residências.

O Castelo de Kronborg está situado em  Helsingor,  uma pacata cidadezinha, no nordeste da Ilha da Selândia, na Dinamarca. É uma cidadezinha muito pequena, mas o seu passado não a condena, pois sua localização estratégica favoreceu  a cobrança de tarifas de todos os barcos que passavam pelo Estreito de Oresund, para chegar ao Mar Báltico. É o local de maior proximidade geográfica entre Dinamarca e Suécia.

Cercado por um  imenso fosso, O castelo é um ícone nórdico, e , além  de castelo renascentista, é uma fortaleza militar. A sua história  é longa e emocionante. Em 1938 passou a ser aberto para visitação pública. Desde 2000, o castelo está inscrito pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade. Entre suas principais atrações destacam-se o salão de festas principal, a capela e a estátua de "Holger o dinamarquês". Diz a lenda, que quando o reino for ameaçado por um inimigo estrangeiro, a figura de pedra se tornará real e o guerreiro se levantará para defender a pátria. O artista responsável pela obra foi Hans Pedersen-Dan.

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A cidade de Helsingor tornou-se mais notória quando William Shakespeare ambientou o drama sobre o atormentado príncipe Hamlet, no Castelo de Konborg, no século XVII.A cidade, então, passou a ser incluída nos roteiros turísticos pela Dinamarca. Atualmente, ainda são feitas encenações da tragédia à luz de tochas, no pátio central do castelo.
 

Ainda mais belo é o Palácio de Frederiksborg, verdadeira pérola do Renascmiento, hoje sede do Museu Nacional de História. Suas salas são maravilhosas, com tapeçarias, porcelanas, quadros e móveis antigos, além de uma   valiosa pinacoteca.


Esse castelo renascentista foi construído por Christian IV no começo do século 17, para mostrar sua posição como um poderoso monarca do norte europeu. Evidências disto podem ser vistas na abundância de elementos decorativos e simbólicos, como estátuas e relevos, a impressionante Fonte de Netuno e a galeria de mármore na Ala do Rei.

Bem, aqui termina nossa estadia neste  país, e ao que tudo indica, parece não existir nada de podre no reino da Dinamarca, hoje em dia. A Dinamarca foi considerada como  o país mais feliz do mundo, entre 156;  e isso, eu mesma pude constatar, através da prosperidade econômica.  Isso se deve ao altíssimo índice de expectativa de vida, assistência social, liberdade para fazer escolhas na vida e percepções de corrupção e generosidade. A Dinamarca ganha, de longe, da Noruega, Suíça, Holanda e Suécia. Deve ser muito bom ser um cidadão  dinamarquês.

E as bicicletas... ah ... chega a ser hipnotizante ver a procissão delas,  serpenteando na cidade. Também vi milhares de magrelas em Amsterdam, porém, elas dão um ar único a Copenhague. Vi homens, mulheres, crianças e velhos pedalando por toda ela, e isso faz dela uma das cidades mais interessantes do mundo. As bicicletas são bonitas, simples e inventivas. Muitas tem um cesto na frente que permite que as pessoas coloquem  seus pertences, e até crianças e adultos pegam uma caroninha  nesse compartimento, e há, efetivamente, uma via só para elas. Achei o máximo os dinamarqueses, juntamente com os noruegueses e suecos  baterem o recorde mundial em confiança, e terem uma forte crença na liberdade individual, de que sempre é possível  mudar as coisas na vida pessoal. Adorei a Dinamarca, um dia vou voltar...

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