Lyon é notória na área da gastronomia, não só na França, mas possivelmente até no planeta inteiro. Lar do vencedor do prêmio Estrela Michelin, Paul Bocuse, (seu menu custa de 130 a 240 euros por pessoa), de renome internacional no império gastronômico.
Lyon é também o berço do Bouchon (restaurante que serve comida típica de Lyon), culinária ao estilo dos moradores, sendo muito gordurosa composta de entranhas como tripas, cérebro de bezerro e pés de porco. Por mais que eu queira experimentar novos sabores por este mundo a fora, foi impossível comer tal prato. Preferimos massa, que se assemelha em toda a parte do mundo, e sabemos seus ingredientes. Quem provou o tal bouchon gostou muito. Bom proveito!!!!
Conhecemos a charmosa Vieux Lyon; a Catedral medieval de St. Jean, com o seu relógio astronômico, a Basílica de Notre Dame de Fourvière; a esplendida Place de La Comedie; a rua de La Republique e a Place Du Terreaux, com a moderníssima Ópera de Lyon.
A igreja de St. Jean, tem estilo romanesco absolutamente fascinante. O portal com inscrições dos signos do zodíaco e um relógio astronômico com figuras móveis que marcam as horas. A arquitetura lionesa se distribui pelos prédios, com típicas escadarias externas e passagens entre as ruas por dentro dos edifícios. Essa igreja tem o interior mais magnífico que eu já vi. Não há um lugar, onde o pincel de artistas não tenha passado. Todo o teto, paredes, colunas, o interior por completo, é magnificamente ornamentado. Quando entramos em sua nave, a beleza nos deixa com a respiração suspensa. Não encontro uma palavra que consiga descrever tamanho esplendor.
Conhecemos os famosos traboules, becos usados pelos artesões da seda e, mais tarde, pelos soldados da Resistência durante Segunda Guerra. Na verdade, são portas em plenos becos, que se abrem para uma escuridão, isto é, para caminhos muito escuros, longos, sinuosos, que a princípio, não sabemos se tem saída, ou onde vão dar acesso. Essas passagens desembocam do outro lado, em outra rua...ficamos perdidíssimos!
Quando a gente pensa ter chegado a um, digamos, esconderijo, encontramos um pequeno edifício, como se fosse um prédio de apartamentos, onde até hoje, serve de residência para pessoas. Sinistro e estranhíssimo... porém, interessantíssimo e envolvente.
Também na cidade antiga há um anfiteatro romano. Depois de Roma, Lungdunum (nome que originou Lyon), era a cidade romana aonde o poder imperial era mais presente.
A religião participava de todos os momentos da vida pública e privada. A religião predomintante era o politeísmo antigo, onde diversos tipos de divindade eram adoradas sem grandes conflitos
Quando o museu foi construído, descobriu-se, na colina de Fouvriére a existência de dois teatros que datam de 15 a.c. O maior abrigava até 10.000 pessoas e o menor 3.000. Lá tinham espetáculos de música, dança, mímica, comédias, declamações, etc. Em Lungdunum também existia um hipódromo (também conhecido como circo) para competições de corrida de cavalo. Era um dos únicos hipódromos da época romana.
Em plena cidade, alguns prédios tem na pintura externa, a representação de personalidades desenhadas, magnificamente, provocando a impressão que os personagens estão vivos, em suas atividades diárias.

Mais que isso, pensamos que eles estão do lado de fora da varanda, de pé, ou debruçados sobre o parapeito da varanda, ou seja, a pintura possui dimensões de profundidade. É feita de tal forma que nós pensamos se tratar de pessoas de verdade.
Mais que isso, pensamos que eles estão do lado de fora da varanda, de pé, ou debruçados sobre o parapeito da varanda, ou seja, a pintura possui dimensões de profundidade. É feita de tal forma que nós pensamos se tratar de pessoas de verdade.
Caminhamos até a Basilique Notre-Dame de Fourvière, que é omarco da cidade com suas torres gêmeas no topo.
Visitamos o museu de Bellas Artes que fica em uma praça linda, a La Comedie. Lá também fica a Opéra National de Lyon que é um prédio do século 18, com o teto de vidro projetado por Jean Nouvel, iluminado à noite com fachos violetas. Ela é uma das mais belas construções da região.
O museu de Belas Artes dispõe de um jardim, que é considerado um milagre de calma e harmonia.
Ao adentrarmos os muros do museu, entendemos que a construção trata-se de uma antiga abadia protegida por muros seculares. .
A visita a este museu significou muito para mim. Como disse, era uma abadia, e através dos séculos foi-se tornando cada vez mais dinâmico, abrigando coleções de pinturas e esculturas dos mais famosos e renomados artistas do planeta. Tive a felicidade de ver pessoalmente, os magníficos trabalhos de Renoir, Manet, Monet, Degas, Berjon, Morisot, Coubet, entre muitos outros, e as esculturas de Auguste Rodin, que me emocionaram muitíssimo, como O Pensador, e O Ombro. Incrível!!Destaque para o lago circular localizado no centro do jardim, onde encontra-se um sarcófago e uma pequena estátua de Apolo.
Também conhecemos o Institut Lumière que está instalado na casa em que os irmãos Lumière, os inventores do cinema, cresceram.
O museu está situado na praça La Comedie, assim como a prefeitura da cidade. Aqui na França, as prefeituras são chamadas de Hotel, então, Hotel de Lyon é prefeitura de Lyon. Hotel de Ville é prefeitura de Paris, lá na praça Vendome.
Caminhamos muito pela cidade. Hoje é domingo, o comércio está fechado, tem pouca gente nas ruas...um clima gostoso da primavera européia.
Ainda fomos fotografar a praça Bellecour, que é bem pertinho do hotel. Ela é imensa, e dispõe de belíssimas construções. O sol já estava se pondo na linha do horizonte da Bellecour, quando, a contra gosto, encerramos nossas atividades do dia. O melhor de Lyon foi estar perto das famosas obras do museu das Belas Artes. Magnífico!!
Amanhã vamos para Beaune.
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