sexta-feira, 9 de março de 2012

Avignon – O Papado Francês

Entre tantas  cidades encantadoras da França,  hoje 21 de maio de 2011,  vamos em direção a Avignon, centro do mundo cristão no século XIV, onde viveram nove papas.
No chamado “Vaticano Francês”, visitamos o mais importante monumento do sul da França: o Palais des Papes, o maior palácio gótico da Europa, uma combinação de palácio,  igreja e fortaleza, que mostra a violência da vida religiosa da época. Assim que chegamos à cidade, avistamos logo a famosa  ponte de Avignon, semi destruída, porém intacta em sua majestade.

Quando se ouve falar em papado, pensa-se no Vaticano, na Itália, porém, no século 14, o papa Clemente V se cansou da insegurança que sentia em Roma com relação a problemas políticos, e resolveu mudar-se para a França, mais exatamente para Avignon. Entre 1309 e 1377, muito dinheiro foi trazido para esta cidade, para a construção e decoração do palácio papal, o famoso “ Palais des Papes”.

Avignon também  ficou  conhecida por uma canção para crianças: “Sur le pont d’Avignon, l’on y danse, l’on y danse”. O nome da ponte é  Pont St-Bénézet e  ligava Avignon à Villeneuve-lèz-Avignon. Hoje, ela não é  apenas uma ruína, pois está lá, conservando sua  imponência. Foi construída entre 1177 e 1185. Infelizmente, foi vítima de muitos desastres. Esta é a ponte da famosa canção.
Embora o Pallais des Papes  seja imenso, nós visitamos, aproximadamente, uns vinte cômodos, onde pudemos imaginar, através da narrativa da guia, cenas de acontecimentos históricos, em particular do próprio papa, seus  aposentos privados, e os afrescos pintados pelo artista italiano Matteo Giovannetti.

A extensão dos cômodos é enorme. Vazios.  Tudo é pedra. Destaque para a cozinha, com lareira e chaminé altíssima, onde era preparada a comida dos papas. A guia Cristine, francesa que já morou  no Brasil, nos disse que um banquete para 800 pessoas era gasto uma quantidade inacreditável de carne, mais de 2000 aves, 1000 bois. O que sobrava era dado para os pobres.

Na verdade, Avignon é uma cidadezinha bem pequena. Saindo dos arredores do palácio, passeamos por uma cidade simpática, alegre, jovem, com  muitos estudantes papeando descontraidamente, pela praça.

 
 As super bem conservadas muralhas têm 4 km de extensão. O palácio é em estilo gótico que mais parece uma fortaleza, com 10 torres, que naquela época,  protegiam o Palácio Papal de ataques.

Não existem construções antigas ao redor do palácio, ou seja, na praça onde ele se localiza só vemos prédios novos. O guia nos relatou que o  sobrinho do Papa Bento XIII conseguiu ficar no Palácio por 17 meses depois da fuga do seu tio, e para tentar evitar que a riqueza fosse saqueada, ordenou que todas as casas que ficavam em frente ao Palais des Papes fossem destruídas.



Não adiantou muito, tudo o que havia de valioso ali foi roubado durante a Revolução Francesa, o que resta são as pinturas de Matteo Giovanetti nas paredes. Resultou disso, a solidão do imenso palácio na praça.



Voltando à ponte, depois do Palácio, ela  é a principal atração da cidade. Durante tantos séculos de existência encantou todos aqueles que pousaram seus olhos sobre ela. Inicialmente  tinha 22 arcos, mas acabou sendo danificada por diversas enchentes.


 Hoje restam apenas 4 arcos, ou seja, a ponte não leva a lugar algum,pois está interrompida. Ainda assim, são cobrados 5€ para subir nela. Nesse caso, vale a pena pois a paisagem tão bucólica onde está iserida, remete-nos a cenas de guerra, poder, romance, ou tão somente o cotidiano de uma cidade de interior.
A ponte de Avignon   é    l i n d a   ! !








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