sábado, 28 de junho de 2014

A Duomo e a Salloto di Milano – uma imponente catedral e sua sala de estar



A viagem de avião foi muito boa.


Apesar de ainda estarmos sob a influência  do medo que o terremoto nos causou, ficamos tranquilos. Quase onze horas depois estávamos aportando no aeroporto de Milão, onde o translado nos esperava. Uma senhora elegante, estressada e simpática nos recebeu para nos levar ao hotel no qual nos hospedamos, o  Milano Scala, situado na via Del Orso,7. Durante o percurso, tentei trocar algumas palavras com ela, porém, a tal senhora, que também era a motorista e carregadora de nossas malas, não me deu trégua, só falava do trânsito  horrível de Milão, (que eu não achei), das dificuldades da vida, e do tal terremoto. Foi aí que me animei um pouco para  saber mais detalhes, ao que ela falou para não nos preocuparmos, pois Milão não sofreu tanto assim, o pior mesmo, seria,  se nós fossemos para Parma, ou Modena. Imagina !!! era o nosso destino. . .


Enfim, relaxamos no hotel, tomamos um drink e coquetel de boas vindas, e partimos para conhecer  o ícone da cidade, que é uma das mais dinâmicas desse país. Milão é conhecida mundialmente como a capital do desing, com maior influência global no comércio, na indústria, música , desporto, literatura, arte e mídia, tornando-se  uma das cidades principais do mundo. 


A tarde está linda... até esqueci  que ontem, de manhã a TV anunciava que  o terremoto  no norte da Itália fora tão forte, que até Milão sentira o tremor. Nas ruas,  não vimos nem sinal de pânico, ou apreensão, ou mesmo de estresse ou tremores. Parecia que o terremoto anunciado, acontecera no Brasil, pois tudo, e todos, estavam muito calmos. Andamos a pé até a “Piazza do Duomo”, apinhada de turistas e locais.


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Em Milão,  quase tudo gira ao redor da Catedral, a terceira maior igreja da cristandade depois da Basílica de São Pedro, em Roma, e da Catedral de Sevilha. No telhado, as centenas de agulhas altíssimas, de arcos e gárgulas, estátuas e cariátides esculpidos em mármore,  impressionam  tanto quanto sua fachada, vista do nível da rua. A mais majestosa das imagens é a estatua dourada da Madonnina do Perego, situada no topo da agulha maior, onde foi colocada em 1744.


É impressionante a construção da catedral, estilo gótico, não há um milímetro dela que não seja ornamentado desde a fachada até ao fantástico telhado. Lembra os castelos de areia que as crianças fazem, deixando escorrer areia molhada entre as mãos, construindo agulhas altas finalizando o telhado. É tão linda, que a gente pode ficar admirando-a , sem repousar o olhar.


A catedral tem 157 metros de comprimento, 109 de largura, cinco naves em seu interior, 45 metros de altura, divididas em 40 pilares, com capacidade de abrigar 40 mil pessoas. Foi construída em mármore de Candoglia, o que lhe confere uma brancura singular, levou 600 anos para ficar pronta. Para que essa beleza toda possa ser admirada, o povo sofreu muito, pois seu custo foi altíssimo.


 




A praça  tem 17 mil metros quadrados, rodeada de prédios e frequentada por pombos, a exemplo de Veneza. Ela é o ponto centralíssimo da cidade. É por ela que temos acesso, além da Duomo, à Galeria Vitorio Emanuelle, e ao palácio Carminati, e também, a  badalada Via Mercanti, a mais movimentada e comercial rua da cidade.


A Galeria Vitorio Emanuele é um verdadeiro encanto, por conta de sua elegância e sofisticação. Ela é formada por duas arcadas perpendiculares ladeadas por prédios em estilo clássico. Tem a  altura de um prédio de quatro andares. Impressionou-me as cúpulas de vidro, representando figuras da Ásia, Europa, América e África .  O chão é construído por mosaicos coloridos, de uma precisão e elegância  sem par, destacando o brasão da família de Vitorio Emanuele, que foi o primeiro rei da Itália Unida.  Ela foi projetada pelo arquiteto Giuseppe Marangoni (que morreu ali em 1877) e construída entre 1865 e 1877. Muita gente circula nessa Galeria, que nem deveria ser chamada assim, pois o título não está a sua altura. Em seu interior, existem diversos restaurantes elegantes,  lojas de grife, cafés, antiquários, livrarias,  um hotel de luxo,e muita gente fotografando, ocupando os cafés e restaurantes, assim como nós, que curtimos essa atmosfera particular neste antigo lugar de descontração.


 


 


Ficamos por algum tempo desfrutando do ambiente  desta praça, conhecendo seus encantos, fotografando, observando a calma de um fim de dia de semana, que deve ser tão igual a todos os dias desta cidade. As pessoas elegantes, caminhando, calmamente pelas ruas limpas. Um simpático senhor idoso disponibilizou-se a nos fotografar. Até essa gentileza recebemos. Terremotos? Não passaram  por aqui...


 


 

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