quarta-feira, 2 de março de 2016

Gerangerfiord, sinuoso, maravilhoso, espetacular!!


Continuando pela Noruega, hoje, vamos realizar um grande desejo meu que é conhecer os famosos fiordes da Noruega.  A Escandinávia para mim, sempre fora um local longínquo, nebuloso, misturado com o imaginário viking, frio, e por aí, vai.   Esta viagem está se destacando pelas inimagináveis paisagens que estamos vendo.  Esta região  do planeta é belíssima, delicada, quase que intocada, mas ao mesmo tempo nos arrebata fortemente, nos envolvendo  com sua vegetação exuberante, picos nevados das geleiras tocando o profundo azul do céu, águas que se misturam na linha do horizonte com neblina,  promovendo um tom que nós, sul América, não conhecemos. A paisagem se apresenta sempre maravilhosas: as águas, os morros, os barcos, se sobrepõem. É tão  lindo, que nos tira a respiração.

 Estamos em pleno verão, o  que não autoriza usarmos roupas leves. Estou vestindo gorro, luvas, casaco impermeável, e botas.  Faz um vento cortante a bordo do barco que nos conduz pelo sinuoso Gerangerfiord, o mais famoso e lindo fiorde deste país.  O barco é pequeno, quando comparado com navios : temos salão com mesas de refeição e café, restaurante, e podemos optar por apreciar a paisagem de dentro do barco, que é bem quentinho, através das janelas envidraçadas, ou in loco, no deck, em contato direto com este solzinho de verão escandinavo, vento nas faces e nos cabelos,face a face com as  as cachoeiras desta  bela região,  que são na verdade, as estrelas do espetáculo.


O auto falante do barco vai anunciando as atrações que a velocidade do mesmo alcança. Vem aí uma cachoeira, uma cidadezinha bucólica, uma floresta de trolls, até chegarmos ao ápice da apresentação que são duas cachoeiras, que “vivem juntas”: a Sete Irmãs e, o Noivo, ou o véu nupcial.  A cachoeira das Sete Irmãs parece um véu de leve  tule, esvoaçando pelas encostas, caindo em sete quedas, belíssima,  de uma leveza e consistência admiráveis. Logo após, vem a cachoeira do noivo noivo ou véu nupcial.



Seu formato é de uma garrafa, que também se assemelha a um véu.  É forte volumosa, muito branca. As inúmeras cachoeiras ao longo do Gerangerfiord, são alimentadas pelas águas das geleiras quando da época do degelo, que é agora no alto verão da Escandinávia. A geleira vai derretendo e aumentando o número de quedas, tornando a paisagem divina. A água é transparente, refletindo a imagem da paisagem. Cruzamos o canyon Stalheim  e navegamos pelo Naeroyfjord, um braço do famoso Sognefjord, que é o maior e mais profundo do mundo.

Da cidade de Kaupanger prosseguimos para a cidade de Loen, situada às margens do Nordfjord, onde ficamos hospedados no Hotel Alexandra, um maravilhoso resort aos pés dos fiordes. Da varanda de nossa suíte deslumbrávamos um quadro  vivo, com as montanhas nevadas, deslumbrantes, quase ao nosso alcance. Um dia de sonho e uma noite de merecido descanso.


 




Em 2005, o fiorde de Nærøy passou a figurar na lista do patrimônio da Unesco a par com o fiorde Geiranger . Os fiordes encontram-se afastados por 120 km e integram-se na paisagens dos fiordes ocidentais noruegueses. A sua beleza natural deriva das suas rochas íngremes, que se erguem até 1400 metros acima do nível médio das águas do mar norueguês e descem até 500 metros abaixo desse nível. As suas paredes oferecem inúmeras quedas de água, os seus cumes escondem florestas de coníferas, glaciares e rios, além de vermos em suas margens, bucólicas cidadezinhas.

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