Continuando pela Noruega, hoje, vamos realizar um grande
desejo meu que é conhecer os famosos fiordes da Noruega. A Escandinávia para mim, sempre fora um local
longínquo, nebuloso, misturado com o imaginário viking, frio, e por aí,
vai. Esta viagem está se destacando pelas
inimagináveis paisagens que estamos vendo.
Esta região do planeta é
belíssima, delicada, quase que intocada, mas ao mesmo tempo nos arrebata
fortemente, nos envolvendo com sua
vegetação exuberante, picos nevados das geleiras tocando o profundo azul do céu,
águas que se misturam na linha do horizonte com neblina, promovendo um tom que nós, sul América, não
conhecemos. A paisagem se apresenta sempre maravilhosas: as águas, os morros, os
barcos, se sobrepõem. É tão lindo, que
nos tira a respiração.
Estamos em pleno
verão, o que não autoriza usarmos roupas
leves. Estou vestindo gorro, luvas, casaco impermeável, e botas. Faz um vento cortante a bordo do barco que
nos conduz pelo sinuoso Gerangerfiord, o mais famoso e lindo fiorde deste
país. O barco é pequeno, quando
comparado com navios : temos salão com mesas de refeição e café, restaurante, e
podemos optar por apreciar a paisagem de dentro do barco, que é bem quentinho,
através das janelas envidraçadas, ou in loco, no deck, em contato direto com
este solzinho de verão escandinavo, vento nas faces e nos cabelos,face a face com as as cachoeiras desta bela
região, que são na verdade, as estrelas
do espetáculo.
O auto falante do barco vai anunciando as atrações que a
velocidade do mesmo alcança. Vem aí uma cachoeira, uma cidadezinha bucólica,
uma floresta de trolls, até chegarmos ao ápice da apresentação que são duas
cachoeiras, que “vivem juntas”: a Sete Irmãs e, o Noivo, ou o véu nupcial. A cachoeira das Sete Irmãs parece um véu de
leve tule, esvoaçando pelas encostas, caindo
em sete quedas, belíssima, de uma leveza
e consistência admiráveis. Logo após, vem a cachoeira do noivo noivo ou véu nupcial.
Seu formato é de uma garrafa, que também se assemelha a um véu. É forte volumosa, muito branca. As inúmeras
cachoeiras ao longo do Gerangerfiord, são alimentadas pelas águas das geleiras
quando da época do degelo, que é agora no alto verão da Escandinávia. A geleira
vai derretendo e aumentando o número de quedas, tornando a paisagem divina. A
água é transparente, refletindo a imagem da paisagem. Cruzamos o canyon
Stalheim e navegamos pelo Naeroyfjord,
um braço do famoso Sognefjord, que é o maior e mais profundo do mundo.
Da cidade de Kaupanger prosseguimos para a cidade de Loen,
situada às margens do Nordfjord, onde ficamos hospedados no Hotel Alexandra, um
maravilhoso resort aos pés dos fiordes. Da varanda de nossa suíte
deslumbrávamos um quadro vivo, com as
montanhas nevadas, deslumbrantes, quase ao nosso alcance. Um dia de sonho e uma
noite de merecido descanso.
Em
2005, o fiorde de Nærøy passou a figurar na lista do patrimônio da Unesco a par com o fiorde Geiranger . Os fiordes
encontram-se afastados por 120 km e integram-se na paisagens dos fiordes
ocidentais noruegueses. A sua beleza natural deriva das suas rochas íngremes,
que se erguem até 1400 metros acima do nível médio das águas do mar norueguês e
descem até 500 metros abaixo desse nível. As suas paredes oferecem inúmeras
quedas de água, os seus cumes escondem florestas de coníferas, glaciares e
rios, além de vermos em suas margens, bucólicas cidadezinhas.
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